"Não gosto de insinuações, sou verdadeira.
Não abro mão dos meus sonhos, sou ob...stinada.
Não vivo sem uma motivação, sou apaixonada.
Não sei disfarçar o que sinto, sou transparente.
Não me importo com a opinião alheia, sou indiferente.
Não julgo as pessoas que erram, sou imparcial.
Não sou melhor que ninguém, sou normal.
Não tente ler meu pensamento, sou confusão.
Não sou propriedade de ninguém, pertenço ao vento.
Não queira cortar as minhas asas, sou sentimento"
"Não tenho dúvida alguma: As rosas falam!"
segunda-feira, 19 de setembro de 2011
“NÃO…”
segunda-feira, 29 de agosto de 2011
… … … … …
...Fui como um ferido pelas ruas até que compreendi que havia encontrado amor, meu território de beijos e vulcões.
Não sabia o que dizer, a minha boca não sabia nomear,
meus olhos eram cegos, algo me golpeava a alma, febre ou asas perdidas, fui me fazendo só, decifrando aquela queimadura, e escrevi a primeira linha vaga
(...)
E eu, um mínimo ser, ébrio do vazio enorme constelado,
à semelhança, à imagem do mistério,
senti-me parte pura desse abismo, girei as estrelas,
meu coração se desatou no vento.
Te amo, beijo em tua boca a alegria.
Tragamos lenha. Faremos fogo na montanha.
Ainda não estou preparado pra crescer
e aceitar que é natural,
para reconhecer que tudo
tem um princípio e tem um final.
Ainda não estou preparado para não poder te olhar
ou não poder te falar.
Não estou preparado para que não me abraces
e para não poder te abraçar...
Já és minha.
Repousa com teu sonho em meu sonho...
... enquanto eu sigo a água que levas e me leva:
a noite, o mundo, o vento enovelam seu destino,
e já não sou sem ti apenas teu sonho.
Saudade é solidão acompanhada,
é quando o amor ainda não foi embora, mas a amada já...
Saudade é amar um passado que ainda não passou,
é recusar um presente que nos machuca,
é não ver o futuro que nos convida...
Saudade é sentir que existe o que não existe mais...
Chegastes à minha vida com o que trazias,
feita de luz e pão e sombra, eu te esperava,
e é assim que preciso de ti, assim que te amo,
e os que amanhã quiserem ouvir
o que não lhes direi, que o leiam aqui...
Amanhã dar-lhes-emos apenas
uma folha da árvore do nosso amor, uma folha
que há-de cair sobre a terra
como se a tivessem produzido os nosso lábios,
como um beijo caído das nossas alturas invencíveis
para mostrar o fogo e a ternura de um amor verdadeiro.
...nega-me o pão, o ar,
a luz, a primavera,
mas nunca o teu riso,
porque então morreria.
Eu amo o que não tenho. E tu estás tão distante...
E desde então, sou porque tu és
E desde então és
sou e somos...
E por amor
Serei... Serás...Seremos...
Autoria de Pablo Neruda
CARTA PRA ELE…
sexta-feira, 26 de agosto de 2011
É FELIZ E É DO BEM…
É que a gente gosta de celebrar o amor todo dia, sem data. Com desapego, que é uma coisa que vou ter que te ensinar. A gente gosta é dos abraços sem aviso, dos encontros sem horário, dos beijos que nos faz dar risada, e também dos que damos entre risos. Coisas assim, bem a nossa cara. A gente nem sabe direito o dia que tudo começou, a gente só sabe que é amor. Que parece sempre novo e faz a gente querer continuar suspirando de alegria. E você também é boa companhia, mesmo triste, mesmo preto e branco porque pra mim você sempre tem cor. É que o maior motivo da gente se encontrar foi pra descobrir o amor em outras formas. E que amar tem tantos significados que até me perco. Mas você me acha, sempre.
E amar talvez seja outra coisa. Uma mistura de pé no chão e cabeça no teu peito. É você ir embora mas deixar tudo comigo, olhos, cheiro, mão, palavra, riso...
Quero ficar presa dentro do teu abraço por muito tempo. Esse sentir-se livre estando presa. É que teu abraço serve de curativo pras dores todas. É o jeito mais fácil do meu coração alcançar o teu. Um amor que vai além de dividir problemas ou riso. Não cabe, não tem nome. Ele é.
Que a gente continue com essa sintonia que só a gente tem e com uma alegria com cara de sexta-feira-feliz. Que é uma das coisas mais bonitas e que quero guardar pra sempre.Sempre. E cuidar com e do amor.
E sei que coração é coisa pesada pra se dar. Sei também que ele me pertence. Mas mesmo assim quero dá-lo a você…
Autoria de Vanessa Leonardi
LOVE IS FREE…
Eu não quero que se apaixonem por mim, simplesmente porque não consigo sustentar fantasia por muito tempo. Acho que deixei pendurado o sorriso bonito em algum cabideiro de quarto por ai. Não sou mais a melhor companhia que gostariam que fosse. Tenho minhas vontades e no alto do salto dos meus trinta e poucos anos, elas falam menos e agem mais. Sim, hoje, falo muito pouco. Não sou culta e muito menos descolada. Não frequento academias porque sou de água, da ginga, da rua. Isso tudo não quer dizer que sou bem resolvida e dona da minha própria vida. Por isso aviso: -Não goste de mim pela imagem que você criou, nunca consigo sustentar sonho de ninguém, e se isso acontecer, o problema é seu.
O problema é que sou simples demais e algumas manias estranhas me sustentam. Conserto chuveiros e descargas e meu sonho mudou do de Londres para África. Não me pareço com nenhuma moça da camiseta molhada e nem tenho bumbum de panicats. Tenho peitos do tamanho que gosto que eles sejam. Ainda considero como traição troca de celulares e conversas no msn. Mudei muito com o tempo, mas meus valores não. Sei muito bem quando erro e onde erro.
Não vivo mais numa eterna busca, vivo um dia de cada vez. O final do meu arco-íris é bem debaixo do meu nariz. Minha vida é desalinhada, não sou de farra, nem boa pra casar. Sou do avesso, me gosto assim. Acredito no amor, escolhi viver assim. Valorizo até a menor das intenções. A boa fé. Acredito mais no presente. Do futuro, desconfio muito. Acredito quando a conversa é com os olhos. Acredito no que a alma fala. Na verdade, exagero demais na risada que só frouxa quando o vento é forte e estoura em risada outra vez.
Autoria de Vanessa Lonardi
ESPAÇO DA ARTE: Crônicas, poesias e músicas: É TEMPO…
É TEMPO…
Ontem à tarde eu chorei. De frente pro mar. Chorei porque o processo pelo qual me tornei mulher é espantoso e diria também doloroso. Porque era uma criança perdida carregada por uma fé de mulher, não mais aquela fé cega de criança. Chorei porque ver a verdade dói diferente. Carregava uma flor de mal me quer e pensava quantos mal me quer existe em uma flor? Até quando vou ter que espichar pra descobrir o que existe do lado de lá? E será que existe? Chorei porque por quarenta minutos, não conseguia mais acreditar e adoro acreditar. Chorei porque perdi minha parte sensível em alguma praia deserta que ainda não foi descoberta e fica lá sozinha esperando encontrá-la de novo. 'Chorei porque daqui em diante chorarei menos. Chorei porque perdi minha dor e ainda não estou acostumada à ausência dela.'
Há mais perigos dentro do que fora de mim, é sempre esse mistério, o dentro de cada um. E suponho que assim sempre será. Sempre inacabada, pra sempre ter essa outra parte que me chama. Me sacode e me faz erguer a vida num chute ou então costurá-la àqueles pedaços rasgados. Dando ponto aqui pra fechá-lo mais adiante. Vou sempre descalça, pisando com leveza, olhando com cuidado.
Permiti o choro para poder fluir, não que soubesse que isso realmente aconteceria. Mas para sentir que alguém me ouviria. As coisas são como estão e não há choro que mude isso. Aliás, desconheço qualquer forma rápida de cura. É preciso consciência das coisas, viver é trabalhoso e muitas vezes me atrapalho toda. É um choro que dura alguns minutos, eu me rendo a ele. É aprendizado, lembrança. Nuvens sempre passam, momentos chuvosos também. É pensamento divino.
Na verdade era só um acordar da alma. Não acredito em botões mágicos nem em choros revitalizantes. Eu acredito em fé, em vontade de mudar, de crescer, de fazer de novo ou de fazer-se novo.
Autoria de Vanessa Leonardi
terça-feira, 23 de agosto de 2011
REGRESSÃO
(Agora você vai dormir um sono profundo! Regressará a infância, ao Utero materno, depois chegará a vidas passadas, onde pode se deparar com lembranças adormecidas no subconsciente… O que você foi, o que fez, seus amigos, seus inimigos e até um grande amor…!)
Alheia à ira dos homens
se banhava nua nas margens do Nilo
Ousava despertar os deuses
Qual beleza capaz de curvar de um rei
Cobiça, por entre as canoas
me atrevi a olhar mais perto suas curvas
Amei-a muito além de Gaza
E ainda hoje tão longe de casa…
Saara, o deserto chora
Com a chuva brotam flores de algodão
Oh Síria, minha tez é clara
tênue e frágil pra cruzar o teu clarão.
Sereia, escutar teu canto
e não ter você pra sempre em minhas mãos
Seria jogado às leoas
se preciso fosse por teu coração…
Canto pra subir, canto pra dor,
canto pra vida, canto para te encontrar
Feira Marroquina, peça Maia
Hindochina, porcelanas, Aias,
Lama, Deusa-Egípcia…
Luz, vejo uma escrava dando a luz
e homens no canavial.
Vivo pra morrer, vivo pra ser
vivo pra esperar, vivo pra você voltar
Bruxos na fogueira, chão de mármore, clareira
tantas árvores em mim, Oh amazônica…
Sim,
vejo a suástica em mim
E eu te escondia nos porões…
O Céu, a selva no Princípio dos tempos
Adão e Eva unidos no pensamento
Güinevere e Lancelot aos olhos da côrte
À noite um rei cristão à morte.
Na Santa-Igreja, irmã pequei ao te ver
Em Woodstock caí de overdose
Sei ainda hoje minha amada terei você
Mesmo que seja Hipnose…
Autoria de Jorge Vercilo.. (CD Leve)
terça-feira, 16 de agosto de 2011
SONETO DO AMOR…
Como pode o amor, tão profundo
se encerrar a miúde nos homens..
Os homens são tão… tão rasos.
Podem os homens suportarem o amor?
Como pode o amor, tão contraditório
ser assumido e aceito pelos homens
Os homens são tão… tão céticos.
Podem os homens acreditarem no amor?
O amor na trágica condição de sentimento
Coisa, substantivo abstrato, palavra.
Faz dos homens sua paragem, seu objetivo?
Os homens na humana condição de ser
motivo, animal sofrivel, emocional.
Homem…
Sempre fará do amor um inacessível ideal…
AUTORIA DE FRANK LAURO
domingo, 14 de agosto de 2011
DISPARO ALUCINADO
Porque uma loucura elétrica me afunda os olhares,
Minha cegueira entrecortada rodopia nas madrugadas,
Um frasco de emergência se espatifa no chão da minha alma;
Crianças envenenadas brotam como cogumelos nas paredes,
Eu sou um fragmento antepassado num vômito futurista,
Meus pedaços são jogados no lixo espectral no pátio das empresas,
Mulheres me oferecem drink’s para eu arrotar pelo menos algumas verdades,
Na rua, meu cérebro é esmagado pela noite branca que.
Surge no fim do túnel da minha lágrima,
Eu vejo os adolescentes se comendo nas portas desparafusadas das ânsias,
Numa avenida movimentada, ondas eletromagnéticas se chocam com minhas palavras,
Turbinas de aviões e asas de pássaros se chupam dentro da caixa preta dos meus passos,
Eu tento fixar um ponto nítido dentro do meu espaço numerado,
Mas a visão da minha sombra é a visão de um espelho,
A memória do meu rosto agora é uma vagina sendo chupada pelos fios elétricos,
Eu sou uma alucinação nua na contramão do infinito...
Autoria de Joao Leno Lima (Livreto Online Dialogo Impossivel)